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SUGESTÃO DE ENTREVISTA: FGTS corrigido pela inflação: o que muda para o trabalhador?

A correção do saldo e rendimento do FGTS pela inflação

SUGESTÃO DE ENTREVISTA: FGTS corrigido pela inflação: o que muda para o trabalhador?
SUGESTÃO DE ENTREVISTA: FGTS corrigido pela inflação: o que muda para o trabalhador? (Foto: Reprodução)


Gancho: Neste mês de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o valor do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) será corrigido para, no mínimo, acompanhar a inflação oficial do país. A nova medida, que será refletida tanto para o saldo já existente quanto para os próximos depósitos, faz com que o FGTS seja corrigido quando, no determinado mês, a inflação do país superar a atual taxa utilizada para a correção dos valores. O decreto é positivo para o trabalhador, visto que o rendimento atual do FGTS é de 3%, bem abaixo da inflação acumulada de 2023, que foi de 4,62%.


Entrevistado: Hugo Meza, professor do MBA em Controladoria e Finanças da Universidade Positivo.


O que ele diz: “A primeira e a mais importante mudança com esse projeto é que o fundo de garantia passe a ser corrigido pela inflação, ou seja, um aumento significativo no rendimento desse dinheiro, que passa a ter quase o dobro de rendimento. Há uma proposta interessante que beneficia o trabalhador porque praticamente ele perdia dinheiro, e era uma forma mais barata do governo poder conseguir recursos. Se o projeto for aprovado, essas mudanças significam um crédito mais caro para o governo, que terá que pagar um maior rendimento nas aplicações do fundo de garantia. O fundo de garantia é uma segurança para o futuro do trabalhador. Por outro lado, num olhar um pouco mais real, é a forma mais barata de o governo conseguir recursos financiários, pois o rendimento do fundo de garantia está abaixo de qualquer tipo de rendimento normal do mercado financeiro, de 3% ao ano. Ou seja, vai beneficiar o trabalhador.”

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